
Sabe como é né? Com a maturidade vem o juízo e com o juízo as maravilhas da maturidade. Eu não sei de tudo, mas tudo que sei me tornou quem eu sou hoje, me capacitou, me deu forças pra seguir em frente e encontrar meu próprio caminho. Eu não possuo tudo que amo, mas amo tudo que possuo ao extremo. Com o tempo aprendi que os tropeços que a vida nos oportuniza são pra aprendermos a dar passos maiores, e assim descobrirmos que temos valor diante do mundo, e não é um drama a tôa que vai por um ponto final na minha história. Eu não sou o que minhas roupas dizem, nem o lugar que eu moro e nem metade do que se ouve falar de mim, até porque nenhum desses quesitos representa significado quando se trata de um ser humano. Eu sou as pessoas que eu amo, o mau humor matinal, o sorriso gratuito, o jeito espivitado, e aprendi que por isso sou especial. Eu não tenho um zilhão de amigos, e nem quero ter, tenho poucos, mas que valem a pena, ah, se valem. Eu tenho meu credo, minha fé, algo que transformou meu ser, me mostrou um novo ângulo da vida... Sou mimada, sou menina, sou louca pelos meus pais e nunca vou deixar de ser, meu casulo é meu abrigo eterno. Eu cresci, eu mudei, errei muito, aprendi, chorei, sorri, vivi. Eu sou feliz, hoje, verdadeiramente feliz não pelo que tenho, ou pelo que quero, mas pelo que sou, porque eu descobri o verdadeiro sentido do amor em suas variadas formas. Tenho sonhos e os alimento diariamente com a busca incessável do conhecimento, quero ser alguém que faz a diferença, quero ser "alguém" mesmo, mas pelo meu mérito, eu tenho fé na vida e muita ânsia de viver, sou grata pelo que tenho e pelo que deixei de ter... O passado passou, ficou pra trás e tudo que nele vivi, o que me importa é o presente e o futuro que vou construir... Mas isso não me preocupa mais, na hora certa tudo vai acontecer como Deus quiser. E é por aí que a banda toca, me descobrindo diariamente eu sou mais feliz, tendo fé e esperança o céu parece menos nublado e de fato, assim eu me amo mais.
Ana Fonsêca,
27/10/2007
27/10/2007